Obs: Para compreender melhor esta postagem, leia a postagem Dinossauros, uma proposta criacionista em http://ericsondanese.blogspot.com.br/2010/05/uma-proposta-biblico-criacionista-para.html
Mary
Anning (1799-1847) era uma menina de 12 anos quando passeando pela praia descobriu
fósseis na encosta de um rochedo no litoral sul da Inglaterra. Ela e seu irmão
escavaram e venderam por 23 libras o que pensaram ser um crocodilo. Mas na
verdade, ela havia descoberto e vendido o primeiro exemplar de um ictiossauro,
um antigo réptil totalmente marinho que na forma corporal lembrava um golfinho
ou tubarão. Ainda hoje, o Museu de História Natural de Londres exibe entre suas
coleções outras criaturas encontradas por Mary, entre elas um plesiossauro e um
dos primeiros pterodáctilos conhecidos.
Talvez
tenham sido os fósseis destes antigos répteis do ar e do mar que inspiraram o
folclore medieval a respeito dos dragões. Será que alguma dessas criaturas
sobreviveu à grande catástrofe pré histórica que a Bíblia chama de Dilúvio e
foi avistada pelos povos da antiguidade? Teria a lenda um fundo de verdade? Será
que os mitos e lendas de dragões remetem a uma memória ancestral de testemunhas
oculares destas criaturas semelhantes a dragões?
Não
há provas com relação a esta teoria, mas devemos lembrar que simplesmente não
há nenhum fóssil deles ou dos dinossauros além do limite KT no registro geológico,
o que indica que sua extinção foi sumária e não gradual. Uma vez que eles
respiravam ar, mesmo os répteis marinhos teriam que ser avistados em algum
momento e capturados, mas isto nunca ocorreu de forma documentada.
No
entanto conhecer como viveram e morreram estes seres tremendos é um grande
auxílio para compreender melhor o que aconteceu no mundo do passado. No tempo
anterior ao Dilúvio, cortando ou rodeando as terras dos ‘Vales Mezosóicos’[1] habitadas
por dinossauros estavam mares internos e grandes canais onde prosperavam répteis
marinhos que eram o equivalente aquático dos dinossauros. Entretanto, podemos
descobrir muito sobre os efeitos do Dilúvio e como esta catástrofe ocorreu
apenas estudando a vida e extinção destes ‘dragões do ar e do mar’. A seguir, conheça
mais sobre os répteis do ar e do mar:
Naquele
tempo, nos litorais um lento gigante vinha depositar seus ovos, era o archelon,
a maior tartaruga que o mundo já conheceu com 4,6m. Elas deixavam seus ovos e
voltavam ao mar, assim como as tartarugas marinhas que conhecemos hoje.
Caso
sobrevivessem, as tartaruguinhas ainda tinham inúmeros adversários mesmo depois
de adultas. Eram os grandes répteis marinhos conhecidos como mosassauros(8-9m),
que patrulhavam as profundezas capturando qualquer coisa que conseguissem
engolir com seus dinâmicos dentes em forma de serra feitos para capturar e
engolir peixes. Havia também, muitas variedades tal como platecarpus (4,3m) de
cauda mais longa ou o kronossauro (11m) de cauda curta. Estas diferenças e
características devem indicar a especialização de cada animal, tal como perseguições
em velocidade por longas distâncias ou manobras rápidas. Também havia os mega
predadores como o liopleurodon com 25m e 150 toneladas e os plesiossauros estes
répteis tinham quatro grandes nadadeiras, um corpo musculoso e um longo
pescoço, ao todo o animal podia chegar a 15m.
Estes
mares reptilianos eram o lar dos Ictiossauros, com uma média 3-5m, sendo que
algumas variedades como o shonissauro, chegavam a 15m de comprimento e 40
toneladas. O oftalmossauro, com poucos dentes e olhos grandes protegidos por um
complexo disco de ossos que defendia seus olhos da pressão das profundidades
era um especialista em apanhar seres das profundidades maiores e águas mais
escuras.
A
crença na datação de milhões de anos para a idade destes animais tem sido
desafiada fora dos muros de ferro do evolucionismo dogmático.
Um
fóssil do crânio de Ictiossauro achado em 1999, curiosamente atravessava
camadas de sedimento que de uma ponta a outra que transcorreria 1 milhão de
anos do registro geológico[2].
Notável, era o fato que o crânio estava na vertical, tal como se o Ictiossauro
tivesse sido fincado no estrato rochoso. Não podemos supor que este animal
estivesse a cavar e tenha ficado preso, porque a rocha era dura demais, ou
tivesse deliberadamente se suicidado como um kamikase investindo contra o solo
oceânico. Parece mais próprio deduzir que tremendas inundações com um grosso
turbilhão de detritos, arrastou o corpo desse animal e encobriu por diferentes
ondas de lama e destroços.
Como é possível ter ocorrido à evolução dos Ictiossauros? Além das
óbvias dificuldades em transformar um corpo terrestre em um corpo 100%
aquático, temos a questão reprodutiva. Os répteis marinhos como crocodilos,
tartarugas e serpentes marinhas voltam a terra, pois seus ovos não resistem
debaixo d’água. Em supostos milhões de anos, desde o tempo dos Ictiossauros até
os dias de hoje, crocodilos de água salgada continuam voltando a terra como
sempre fizeram e não houve nenhuma mudança morfológica ou reprodutiva.
Simplesmente não evoluíram!
No caso da serpente
marinha, embora existam algumas cobras que sejam vivíparas, a serpente marinha
que passa 99,9% de sua vida no mar continua sendo ovípara e deve voltar a terra
para colocar seus ovos. Por que não evoluíram para formas vivíparas? Por que o
Ictiossauro conseguiria fazer esta complexa transição se nenhum outro réptil marinho
como iguanas, tartarugas ou serpentes o fizeram?
Sabemos
que os Ictiossauros eram vivíparos porque seus fósseis foram encontrados com
filhotes dentro do corpo da fêmea. Aliás, encontramos muito mais do que isso.
Um dos fósseis mais famosos de Ictiossauro mostra o momento em que o filhote
está saindo da mãe. Ele foi fossilizado exatamente com a cabeça ainda dentro e
o rabo do lado de fora do corpo da mãe[3].
Mais uma prova de que estes animais foram surpreendidos por uma catástrofe
gigantesca que os soterrou inesperadamente.
O
design inteligente deste animal é maravilhoso! Isto tinha que estar certo na
primeira vez ou o filhote se afogaria, não é possível uma adaptação lenta e
progressiva. Os filhotes não aprendem como sair, eles simplesmente têm que
estar programados para saberem como sair e imediatamente respirar. Mas deixando
de lado o design inteligente, vamos a mais algumas perguntas para finalizar
nossa investigação.
Como eles morreram ao mesmo tempo? Não há complicações no parto
entre os répteis. Teriam mãe e filhote morrido ao mesmo tempo e o filhote
ficado por completar o parto? Por que seus restos foram delicadamente
preservados, mesmo sendo um animal tão grande? É óbvio que o cadáver não foi
tocado por predadores, nem por necrófagos, pois mesmo os ictiossauros dentro do
ventre foram preservados. Isto não seria comum para um cadáver de réptil deste
tamanho, seria quase impossível a menos que tivessem sido enterrados vivos no
exato momento do parto, por uma inundação avassaladora de detritos, por um
tsunami de entulhos.
Alguns têm uma ideia muito superficial a respeito do Dilúvio,
pensando que se tratou apenas de chuva, mas a Bíblia descreve a chuva porém dá ênfase
de que nesta catástrofe de duração de aproximadamente um ano, ocorreu também o
rompimento das fontes do abismo, o que nos permite muitas interpretações.
Imagine um tsunami continental invadindo um mar interno repleto de
répteis marinhos, em seguida arrastando os litorais e avançando pelo interior
sepultando em lama e detritos tudo o que havia pela frente. Neste cenário,
muitos seres marinhos e continentais são mortos instantaneamente e seus corpos
são juncados e misturados. Algo parecido foi visto no tsunami da Ásia de 2004,
quando corpos foram amontoados as centenas.
Em 2006, cientistas Noruegueses descobriram no Ártico os fósseis
de um gigantesco réptil marinho conhecido como pliossauro, um predador de 15m
de comprimento fossilizado com outros 40 répteis[4].
Como é que uma criatura tão grande consegue ser completamente soterrada por
escombros antes que o cadáver apodreça e os ossos sejam esparramados por
carniceiros ou se desintegrem ao natural? Como é que um animal tão grande é
enterrado junto com outros tantos animais? O que cerca de 40 répteis estavam
fazendo juntos quando morreram de forma súbita ao lado de um gigante predador?
Seria possível morrer um a um dos 40 e lentamente se depositarem no mesmo lugar
antes de apodrecer ou serem devorados por vermes e animais marinhos?
Quanto mais escavamos a verdade, mais descobrimos evidência de um
Dilúvio catastrófico. Se uma onda de soterramento tivesse invadido e soterrado
o mundo dos dinossauros, por certo os grandes animais aquáticos seriam os
primeiros a perecerem. De fato, Ictiossauros foram
achados com restos de 10 outros fósseis, incluindo plesiossauros[5],
sabe-se que os Ictiossauros eram totalmente aquáticos e foram extintos
misteriosamente um pouco antes da extinção dos dinossauros[6].
Os
mossauros foram prósperos em todos os litorais, com formas muito variadas, mas
foram extintos subitamente no final do cretáceo [7], o
mesmo ocorreu com os plesiossauros os quais sumiram na extinção KT[8], o limite geológico para os fósseis de dinossauros.
Acredita-se que o limite KT foi causado por um grande meteoro que
deixou uma cratera no golfo do México e espalhou o raro metal irídio pela
região, mas analisando as consequências do impacto e descrevendo os efeitos, a
descrição de cientistas céticos se assemelha em muito a descrição criacionista
de um Dilúvio Bíblico capaz de sepultar grandes animais marinhos, terrestres e
voadores.
“Segundo Sean Gullick, um dos cientistas do grupo de mais de 40
cientistas de todo mundo que revisaram a extinção dos dinossauros e a teoria do
impacto na cratera de chicxulub no golfo do México e publicaram os estudos na
revista Science "O impacto causou um tsunami muitas vezes maior do que a onda
que se formou no Oceano Índico e atingiu a Indonésia em dezembro de 2004",
afirmou o geólogo marinho Tim Bralower, da Universidade de Penn, que participou
do estudo. Essas ondas causaram uma destruição massiva no fundo do mar”[9]
Esta destruição massiva no fundo do mar acabou com os grandes
répteis marinhos e posteriormente alcançou a vida continental, não só matando,
mas produzindo mudanças tão grandes no eco sistema que jamais permitiria
novamente o mesmo estilo de vida para os animais que sobreviveram. Alguns
explicam que eles perderam a competição pela sobrevivência para os tubarões,
porém isto não convence uma vez que os tubarões no registro do geológico já
estavam presentes antes dos ictiossauros chegarem, e por tanto, nem permitiriam
que estes animais chegassem a proliferar.
Nos céus, os pterossauros sobrevoavam os mares e
praias, empoleirados nas encostas e escarpas, seres diferentes dos répteis que
conhecemos ou dos dinossauros com os quais coexistiam no mesmo habitat. O Anhanguera
exibia ossos ocos, como as aves, o que possibilitava este gigante de 13m migrar
por vários lugares e usar as correntes de ar para planar. Mas para quem pense
que os pterossauros eram primitivos, bastou achar um pequeno espécime do
tamanho de um pássaro que exibia em seu fóssil marcas e características que
proporcionaram aos cientistas descobrirem o detalhe do revestimento de suas
asas.
“Uma pesquisa ... sugere que
camadas especializadas de fibras nas asas dos bichos permitiam ajustes sutis
dos movimentos deles no ar --uma espécie de "voo inteligente" em
pleno período Cretáceo ... Comprimindo ou distendendo as fibras entre si, o
bicho poderia, por exemplo, modificar ativamente a resistência de sua membrana
ao ar, tornando-a mais ou menos rígida.”[10]
Voo inteligente? Inteligente? Inteligência requer um projeto
inteligente, mas nem me darei ao trabalho de comentar, pois os próprios
evolucionistas se traem constantemente por suas próprias palavras que
glorificam o Criador que eles mesmos negam.
Suas cabeças e bicos eram incrivelmente diferentes, dando aerodinâmica,
habilidades alimentares diferentes e até comunicação visual.
O tupuxuara e o thalassodromeus tinham pequenas marcas de vasos
sanguíneos na crista, que talvez fosse usada para regulação térmica ou
comunicação visual. Os bicos eram tão diferentes e exóticos que podiam lembrar
o de aves tropicais, de fato, os Tapejaras deviam ser coletores de frutos e
castanhas, pois seus bico e cristas têm sido associados às mesmas funções
térmicas e alimentares que os tucanos[11].
Outros parecem ter tido a crista como um fator de equilíbrio para
o longo bico como o pteranodon, já o nyctossauro de crista mais curta que
aparentemente a usava como diferenciação sexual e ainda outros tinham longas
caudas como o ramphorhynchus e peteinossauro. Havia até um com bico de filtro
cheio de dentinhos, o pterodaustro e ctenochasma, que talvez atuassem
semelhante aos flamingos.
A maioria parece ter gostado muito de peixes, assim era o tropeognathus
de 6m de envergadura que planava sobre as águas e fendia as ondas com seu bico
especialmente desenhado com uma quilha na ponta e longos dentes pontudos. Outro
semelhante era o gigante quetzalcoatlus de 13m de envergadura, o gnathossauro
um tipo de colhereiro dos ptorossauros e o estranho germanodactylus que
aparentemente vivia pendurado em árvores emboscando peixes nos rios abaixo dos
galhos.
Alguns deles como dsungaripterus tinham um bico tão estranho que
dificilmente teremos certeza a respeito de sua utilidade que talvez fosse para
comer moluscos e crustáceos. Provavelmente muitos deles, incluindo os pterodáctylus
se comportassem em bandos tal como os morcegos e aves. Mas foi um pterodactylus
conhecido como sordes que despertou os pesquisadores para uma característica
muito incomum nestes répteis alados. Um tipo de cobertura que não eram nem
pelagem como os mamíferos, nem escamas como os répteis e nem penas como aves,
mas uma espécie de fibra que os revestia.
Com tantas descobertas paleontológicas em séculos de escavações
não se conhece nenhuma forma transicional que demonstre a lenta e gradual
evolução de répteis terrestres para pterossauros. Isso é escandaloso, ao pensar
de que eles são animais tão distintos e especializados que necessitariam de
centenas de espécies intermediárias que comprovassem a gradual evolução para o voo,
atividade muito complexa!
O fato é que pterossauros, Ictiossauros e muitos outros animais
pré-históricos não apresentam ancestrais evolutivos e desaparecem de forma
súbita, pouco antes ou juntamente com os dinossauros. No entanto, outros
animais como tartarugas, crocodilos e dragões de komodo sobreviveram e
prosperam até hoje. Com é possível?
Em ciência, na dúvida, a explicação mais simples é provavelmente a
verdadeira. Isto não é apelar ao Deus das lacunas, mas é ser coerente com a
leitura do registro fóssil. Deus os criou e Deus entendeu que o mundo estava se
convertendo numa ameaça ao homem que deveria povoar a Terra. Deus os criou e Deus
entendeu que eles não se adaptariam no mundo pós catástrofe do dilúvio.
Assim como chegou o dia da grande catástrofe para os dinossauros, também
chegou para os ‘dragões do céu e do mar’. A catástrofe que pelos indícios
interagiu vulcanismo fissurais, tsunamis, meteoros atingindo a terra e rompendo
as fontes de água subterrâneas e causando violentos tsunamis, desmoronamentos e
inundações, acrescida por violentas chuvas e tempestades, provocou deslizamento
e inundação progressiva dos continentes de então, com o soterramento de
habitats inteiros.
Os grandes répteis marinhos ocupavam o nicho ecológico de
golfinhos, orcas e cachalotes (comiam quase o mesmo cardápio), depois que o
planeta fosse reorganizado e os novos oceanos e mares surgissem não haveria
mais lugar para eles. Muitos dos seus alimentos como os amonites, também não
estariam mais lá. Uma vez que toda uma cadeia alimentar foi destruída, também a
nível terrestre, também não havia mais lugar para pterossauros competirem com
morcegos e aves. Mas curiosamente, seus vizinhos, as tartarugas, komodos e
crocodilos que podiam deixar o mar, não enfrentaram mais concorrentes no mundo
pós Dilúvio e sobreviveram ao juízo final dos ‘dragões’.
por Pr. Ericson Danese
[1]
Ver o artigo ‘Dinossauros: Uma proposta Criacionista’, deste mesmo autor.
[2] http://creation.com/kamikaze-ichthyosaur
[3]http://www.otempo.com.br/otempo/noticias/?IdEdicao=1615&IdCanal=7&IdSubCanal=47&IdNoticia=137300&IdTipoNoticia=1
[4] http://www1.folha.uol.com.br/folha/bbc/ult272u376389.shtml
[5] http://noticias.uol.com.br/ultnot/bichos/ultnot/reuters/ult297u263.jhtm
[6] http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/cacadores-de-fosseis/os-repteis-marinhos-do-passado/
[7] http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/os-lagartos-marinhos-do-passado/
[8] http://galileu.globo.com/edic/95/conhecimento2.htm
[9] Meteoro extinguiu
mesmo dinossauros, diz maior estudo sobre o tema 04 de março de 2010 | 19h 36
[10] http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u605803.shtml
[11] http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090724/not_imp407527,0.php


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